quinta-feira, 23 de abril de 2015

TREKKING NO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ

           Dentre as inúmeras áreas de preservação ambiental que permitem a prática de caminhadas está o Parque Nacional da Serra do Cipó situado na área central do estado de Minas gerais, a 100 km de Belo Horizonte, na parte sul da Cadeia do Espinhaço. Localiza-se nos municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato dentro.



        Após algumas pesquisas pela internet, no site  http://www.icmbio.gov.br/parnaserradocipo/guia-do-visitante.html foi onde encontramos as melhores informações sobre o parque, suas trilhas, o que fazer, quando ir, etc.
          Também é possível encontrar informações nos seguintes sites:
           http://www.serradocipo.com/infogerais
           http://www.serradocipoturismo.com.br/pt/
           http://circuitoserradocipo.org.br/aserra/parqueserra/
         Na estrada que nos leva à entrada do Parque, a MG-10, não há uma cidade propriamente dita, mas no entorno da entrada formou-se um ajuntamento de hotéis, pousadas, restaurantes e pequenos comércios que dão apoio às pessoas que vão conhecer o parque.



         Ao longo da MG-10 e em pequenas ruas que saem dela é possível encontrar hotéis e pousadas de vários tipos de preço e conforto, alguns mais elaborados e até bem caros. Nosso hotel era o Flor de Lótus do Cipó, uma pousada novinha, simples, mas muito agradável, bem limpa, com piscina, um bom café da manhã, administrada por um casal muito simpático e prestativo.



        Em um ponto mais central encontram-se vários bares, restaurantes (alguns só funcionam no fim de semana e no período de férias) e lojas de artesanato, pequenos mercados etc.




         O Parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade – ICMBIO - e está bem organizado para o turismo. Logo na entrada, somos levados pelos guarda-parques para uma sala onde recebemos orientações sobre as trilhas existentes – distancia, tempo de percurso, grau de dificuldade, vemos os mapas e fotos do parque etc. Também é possível realizar algumas trilhas de bicicleta ou a cavalo.





       Logo na entrada do parque é possível alugar bicicletas e há em grande quantidade e de qualidade razoável.
      Para a maioria das trilhas não há necessidade de guia, havendo boa sinalização dentro do parque. Dependendo das condições climáticas (índice de chuvas, elevação dos rios etc.) algumas trilhas podem estar fechadas ou não permitir a passagem.
         O parque possui duas portarias que dão acesso a duas áreas distintas do parque. Em cada uma há várias possibilidades de trilhas, desde as mais curtas de 4-5 km (ida e volta) até as mais longas (± 22 km ida e volta).
Trilhas do Vale dos Mascates - Portaria Areias:
  •  Circuito das Lagoas – curta / leve / 4 km I/V

  •  Mirante do Bem – curta / leve-moderada / 4,5 km I/V

  • Cachoeira Capão dos Palmitos – média / moderada / 10 km I/V

  • Córrego das Pedras – média / fácil / 8 km I/V

  • Cachoeira da Farofa – longa / moderada / 16 km I/V

  • Cânion das Bandeirinhas – longa / difícil / 24 km I/V


Trilhas do Vale do Bocaina – Portaria do Retiro:
  • Bambuzal – curta / leve / 4,5 km I/V

  • Cachoeira das Andorinhas – longa / moderada / 14 km I/V

  • Cachoeira do Gavião - longa / moderada / 14 km I/V

  • Cachoeira do Tombador – longa / difícil / 22 km I/V


           Além dos passeios e trilhas dentro do Parque Nacional, também é possível fazer outras atividades na região como:
  • Passeios de canoa canadense no rio
  • Cânion do Pedrão e Cachoeira de baixo
  • Tour do Mirante à Serra Morena
  • Cachoeira Grande - esse parque tem mais 3 cachoeiras, além da Cachoeira Grande, em um percurso paralelo ao rio, em uma curta caminhada.
  • Cavalgadas







            Na região há vários restaurantes. Os que fomos e recomendamos são:
  • Tapiadas – serve petiscos e chopes
  • Bom Appetit – a melhor comida da região.  Boa cerveja artesanal, bem gelada
  • Marquinhos – comida normal, bom preço
  • Parador Nacional – local interessante, cardápio fraco, caro (é o único que consta no Guia 4 Rodas)


             Contudo, é possível encontrar vários outros locais de pizza, comida regional, grelhados etc...

           Para explorar bem todo o potencial da região imagino que o ideal seria uns 3-4 dias para caminhar, cavalgar, fazer o passeio de canoa etc... lembrando que fora das férias alguns lugares não abrem durante a semana – é bom confirmar.
             A natureza é bonita, o local tem boas opções de lazer, mas podia ser mais bem explorado, pois carece de acessibilidade para pessoas mais velhas ou com alguma dificuldade de locomoção.